Estudo de caso completo + perguntas
Contexto
A Direcção Nacional de Recursos Humanos abriu um concurso público para recrutar técnicos administrativos. O processo incluía provas escritas, entrevista e avaliação curricular.
Miguel, um servidor público com 12 anos de carreira e responsável pelo tratamento das candidaturas, tinha acesso directo à plataforma onde eram registadas as pontuações finais dos candidatos.
Durante uma auditoria interna rotineira, foi detectado que Miguel alterou os dados de classificação final, subindo deliberadamente a nota de um candidato específico — Rafael — e reduzindo a de outros dois concorrentes, que anteriormente estavam à frente na lista.
Quando questionado, Miguel alegou que Rafael “era um jovem muito promissor” e que “o país precisa de talentos”. No entanto, ficou provado que Rafael é primo de Miguel.
O acto não chegou a produzir efeitos finais (ninguém foi nomeado ainda), mas a manipulação foi registada no sistema, documentada e confirmada pela auditoria. A chefia encaminhou o caso à comissão disciplinar.